LUIZ SARMENTO DE CARVALHO E CUNHA, arquitecto

Luiz Cunha nasceu no Bonfim no Porto a 14 / 4 / 1933 e morreu a 28 / 1 / 2019 em Lisboa. Arquitecto pela Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1957. Inicia o seu percurso profissional ligado ao urbanismo no Gabinete de Urbanização da Câmara Municipal do Porto a convite de Robert Auzelle, onde permaneceu até 1966, data em que começou a exercer arquitectura em regime exclusivamente liberal. Foi um arquitecto destacado no Movimento de Renovação da Arte Religiosa, desde a sua fundação. Foi nomeado professor catedrático no ISCTE-IUL em 2004, e Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos em 2014, pela originalidade do conjunto da sua obra urbana, arquitectónica e artística.
Colaborou com os arquitectos Carlos C. Ramos, José Carlos Loureiro e Januário Godinho, nos projectos da Embaixada de Portugal em Brasília (1961), 1º prémio no concurso de projectos para a Colónia de Férias da FNAT em Matosinhos (1955) e no anteprojecto do Novo Teatro Municipal da Cidade do Porto (1967), respectivamente. Colaborou com Marques Aguiar e Carvalho Dias no projecto da Escola Francesa, no Porto (1961-63); projecta a igreja do Convento dos padres dominicanos em Fátima (1961-65); a igreja de S. Mamede de Negrelos (1961-65), a nova sede do Centro de Caridade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Porto (1964/67); as igrejas de Nossa Senhora de Fátima (1964-68) e de Santa Joana Princesa (1971-76), em Aveiro; Auditório no antigo Convento da Graça em Ponta Delgada (1971-78); Novas Instalações do Jornal “Diário do Minho” em Braga (1973/77); Residência das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, Parede, Cascais (1977/81); Igreja de Cristo-Rei, Portela de Sacavém, Loures (1983/89); recinto de celebrações e parque de estacionamento do Santuário de S. Bento da Porta Aberta, Gerês, Terras de Bouro (1987/90) e o Plano geral de remodelação e ampliação do Campus da Universidade Católica , e edifício da Escola de Pós-Graduação em Ciências Económicas e Empresariais em Lisboa da Universidade Católica de Lisboa (1990-95).
Texto: Paulo Miranda
Fotografia: António Bracons, 2003